São Ponciano, Papa e Mártir

Comem. Litúrgica: 19 de novembro.   Também nesta data: Santo Afonso Rodríguez e companheiros mártires

 

Pontificado 230 - c.235

 

                                                 São Ponciano, era natural de Roma. Seu predecessor,  Santo Urbano I,  havia sofrido constantes perseguições, movidas  pelo prefeito de Roma, sob o império de Alexandre Severo. Apesar do imperador apresentar certa compassividade com os cristãos,  a  guerra era fomentada pelos  principais  inimigos da Igreja, ou seja,  pagãos idólatras e muitos  magistrados que eram inimigos terríveis do cristianismo. Foi por esta influência  que uma grande  quantidade de fiéis tombou morta, inclusive,  o próprio Santo Urbano. 

                                                 Assumindo São Ponciano o trono pontifício,  o imperador Alexandre Severo garantiu certa paz  aos cristãos. Esta paz  perdurou durante os cinco anos de seu pontificado. Sucede que  Alexandre veio a ser assassinado no mês de maio de  235, tendo sido sucedido por Maximiano. Logo que assumiu o trono imperial,  o novo governador, movido de fúria,  atacou impetuosamente os cristãos, movendo-lhe cruel perseguição.  Um dos  seus  primeiros atos foi a deportação do Papa  para a Sardenha, juntamente com o presbítero Hipólito, onde sofreram duras humilhações e açoites.

                                                 A Igreja  conferiu a  São Ponciano o título de mártir.  É certo  que seu corpo foi encontrado no cemitério de Calixto decapitado,  mas não há registros  precisos sobre as circunstâncias da sua morte.  Há uma versão indicando que o Santo Padre pudesse  ter morrido de malária, momentos  antes de ser capturado pelos seus cruéis perseguidores que investiam na pretensão de seu martírio.   

Oração:

Ó Deus, que suscitastes na Igreja o Papa  São Ponciano, que  em defesa da fé entregou  a sua  vida, concedei-nos, por sua intercessão, participar  dos vossos  mistérios com fé ardente e  fecunda caridade. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na  unidade  do Espírito Santo.  Amém!  

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Referência bibliográfica: Na luz Perpétua,  5ª.  ed., Pe. João Batista Lehmann, Editora Lar Católico - Juiz de Fora - Minas  Gerais,  1959;  Oração das Horas,  1995,  Ed. Vozes, Paulinas, Paulus e Ave-Maria.