Papa Pio IX

 

 

 

                       Papa Pio IX (Pontificado - 1846 - 1878) 

 

Pio IX  viveu num extraordinário período da história da humanidade. Logo após assumir o pontificado,  em 20/06/1847, é fundada a Associação das Filhas de Maria de Santa Catarina de Labouré, a  quem Nossa Senhora  transmitiu a Medalha Milagrosa.   

Em seguida,  quando a  perversa  doutrina dos racionalistas movia guerra atroz   à verdade cristã e com ímpio afã se  esforçava  de perturbar toda a ordem sobrenatural, Pio IX , de gloriosíssima  memória, sob os aplausos de todo o  mundo católico, definiu solenemente  como dogma de fé a  Conceição Imaculada de  Maria Virgem. 

Estas proclamações do privilégio fulgidíssimo da Mãe de  Deus, se ao mundo  soberbo faz lembrar lastimável ruína do gênero humano, pelo pecado, de modo admirável exalta a  graça da divina Redenção, e eleva  a  coisas superiores os corações dos  homens. 

Mas o que em Roma, pelo  infalível magistério, o Sumo Pontífice definia, a própria Virgem Imaculada, bendita entre todas as  mulheres, parece  quis confirmar com sua  própria boca, quando não muito depois com célebres aparições  se  manifestou desta vez na grota de Massabielle, perto de Lourdes nos montes Pirineus, de  11 de  fevereiro a  16 de julho de 1858. 

As aparições de Nossa Senhora em Lourdes,  imprimiram nos corações católicos novos  ares e reflexões acêrca do jejum,  penitências,  orações,  espírito de verdadeira conversão. Multidões se dirigiram e se dirigem para lá de todas as partes do  mundo para sentir os benefícios da piíssima Mãe, e quase em série contínua, milhares se restabelecem as almas mais que os corpos dos homens. 

" ... em 1869, o Concílio Vaticano I,  eleva  a  dogma a infalibilidade pessoal do Papa.  Destarte, Maria, nossa Mãe Santíssima, retribui honra com honra e  prodigaliza à Igreja o remédio mais salutar, para curar os  males daqueles e dos nossos  dias."  (Oriente - Carlos Mariano,  1998). 

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Desde a  antiguidade,  os fiéis católicos,  dentre os quais muitas famílias ilustres, legavam bens terrestres ao Papa, como maneira de  proporcionar ao Chefe da Igreja maior autonomia, independente de qualquer poder secular. No decorrer  da história, diversos  reis e imperadores doaram grandes terras para a Igreja Católica e esta independência do Papa em muito facilitou sua comunicação com toda a cristandade mundial.  O povo católico, compreendendo nitidamente esta situação, sempre respeitou e defendeu o patrimônio de São Pedro. Os inimigos da Igreja, porém, diversas  vezes saquearam e devastaram Roma e o território do Sumo Pontífice, como demonstrou a história durante os séculos.  O maior golpe, porém,  ocorreria em 1870,  mas teve início em 1848, quando revolucionários pagos pela maçonaria, combateram veementemente o patrimônio de São Pedro. Tão Intensos foram os ataques que o Papa Pio IX viu-se obrigado a  fugir de Roma e  a  passar algum tempo na Gaêta. Em 1860,  os piemontenses, chefiados por Galdini,  um bandido a  serviço do rei Vitor Manoel, invadiram novamente o território do sumo Pontífice, apossando-se de Ancôna, das Marchas e da Úmbria. Pio IX protestou e lançou excomunhão contra os usurpadores dos bens eclesiásticos. Finalmente, em 1870,  Vitor Manoel apoderou-se também da cidade de Roma, fixando sua residência no Palácio do Papa,  apoderando-se de todo o patrimônio de São Pedro.  O Papa retirou-se para o Vaticano, onde passou a  vida de um verdadeiro prisioneiro, reduzido a  viver de esmolas. Os fiéis de  todo o mundo, então,  auxiliavam-no pelo que fico conhecido como "Óbulo  de São Pedro".   Foi somente no ano de  1829 que o secretário de estado do Vaticano (Cardeal Gasparri)  e o chefe do governo italiano (Benito Mussolini),  assinaram um acordo entre o papado e o reino, solucionando a questão romana, tratado este considerado um dos maiores documentos da história contemporânea da Igreja.  A nova concordata restabeleceu a harmonia entre o papado e a Itália, concedendo à Santa Sé, entre outras cláusulas, território próprio para a composição de seu Estado. 

 Referências:  * Na luz Perpétua,  5ª.  ed., Pe. João Batista Lehmann, Editora Lar Católico - Juiz de Fora - Minas  Gerais,  1959; * Oriente,  Carlos Mariano, 1998 - s/ ed. oficial. - of. particulares.