SOLENE VIGÍLIA DE NATAL

24 de dezembro

 

 A Igreja também comemora hoje  Santas Tarsila e Emiliana., São Sharbel Makhluf, São Delfim e Santa Irmina 

 

 

Na Vigília de Natal os fiéis preparam-se liturgicamente  para o nascimento do Salvador. O Santo Natal, que  é uma  das festas  mais  antigas  e solenes  da Igreja, desde os tempos apostólicos.  O presépio em que foi reclinado o Salvador Menino e  a gruta onde nasceu, foram  sempre objetos  de  suprema  veneração da parte dos cristãos. Para afastar estes do Lugar venerável, os pagãos erigiram  no mesmo  sítio um templo aos deus  Adônis, que foi  destruído depois, e no mesmo lugar se ergueu uma igreja magnífica. Ao redor de Belém surgiram  também muitos  conventos. Em um deles viveu São Jerônimo, durante muitos  anos. Mais  tarde, o  santo presépio foi transportado  para Roma.  A igreja de Santa Maria  Maggiore guarda esta preciosa  relíquia. 

Os sacerdotes, facultativamente, tem o privilégio de celebrarem  três  Missas no dia de  Natal, uso este também antiquíssimo na Igreja. Originou esta praxe o costume antigo de  os Papas no dia  de  Natal celebrarem  três Missas, em diversas Igrejas de Roma. A primeira Missa  era celebrada na Basílica tiberiana, a segunda  na Igreja de  Santa Anastácia, e  a terceira  no Vaticano. Este  uso foi conservado e  imitado pelos  bispos e sacerdotes, sem que houvesse  obrigação de  celebrar três Missas.  As três  Missas  no dia de Natal simbolizam o tríplice nascimento de  Jesus Cristo:  Sua origem do Pai desde a  eternidade, seu nascimento da Santíssima Virgem e  seu renascimento místico nos  corações dos fiéis.  

A comemoração do nascimento de Jesus  sempre marca o início de uma nova era e seu significado foi tão decisivo que a contagem dos  tempos históricos no mundo,  passou a ser feita  a partir do nascimento de  Cristo.  A história foi dividida  em dois  grandes períodos:  antes de Cristo, representado pela  sigla a.C. ,  e depois  de Cristo, representado  pela  sigla d.C. . 

O Natal  sempre modifica  algo nos corações das pessoas e, em cada comemoração natalina  a união entre Deus e  o homem está representada pelo desejo de paz e a humanidade se torna  uma imensa família universal.  É portanto, uma  oportunidade  para manifestações de  afeto, tanto no âmbito familiar como  fora dele, tornando-se, assim, a festa da paz e fraternidade. É tempo também de, apesar de envolvidos  nesse clima festivo, avaliar  nossa própria  caminhada na construção do Reino de Deus.     

Eis  o que o Menino Jesus  nos ensina ao nascer: desprezar  os bens  do mundo, para alcançar os bens  eternos.  

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 Referências bibliográficas:

Na luz Perpétua,  5ª.  ed., Pe. João Batista Lehmann, Editora Lar Católico - Juiz de Fora - Minas  Gerais,  1959.

* Folhinha  do  Coração de Maria  2002 - Verso folheto 25/12 -  Editora Ave Maria.