São Caio, Papa

Comemoração litúrgica: 22 de abril.   Também nesta data: São Lúcio e São Sotero - Papa; Santos Bartolmeu,  e Miles

 

São Caio (Pontificado  283 a 296)

São Caio  era  parente do imperador  Dioclesiano e  procurava  por muito tempo os  esconderijos  das catacumbas, para assim, atender às necessidades  dos Cristãos. 

Sabemos que o imperador  Dioclesiano foi um perseguidor implacável do  cristianismo e muitos, durante o seu governo,  foram  martirizados por  defenderem e perseverarem na  religião de Cristo.  Sabendo que a perseguição  crescia  de  maneira assustadora,  o nosso grande Papa  São Caio chegou a aconselhar alguns cristãos refugiados  na casa de campo  do prefeito Cromâncio, de Roma , recém convertido,   para que se retirassem da cidade  antes da tempestade se desencadear, pois  sabia que muitos  destes cristãos se sentiam com pouco ânimo de sofrer o martírio.  O mesmo conselho deu a  São Sebastião. Este, porém,  nada disto quis saber e declarou preferir  ficar em Roma, para animar e  defender os irmãos  nas grandes aflições. Diante disto o Papa  Caio disse-lhe:  " Pois  bem , meu filho.   Fica  na  arena da luta,  representando o defensor da Igreja de Cristo, sob o título de  capitão imperial".   Logo em seguida,  o "capitão  imperial"  severamente coagido, não abjurou à fé, recebendo a coroa do martírio.  

Reflexões:

O martírio representa em grau elevadíssimo a verdadeira prova de amor  a Jesus  Crucificado e  à Santa Igreja. Mas  certamente nossos  santos mártires provavelmente o definem simplesmente assim:  " Se Cristo morreu por mim,  minha obrigação mínima é morrer  por Ele e por Sua Igreja, e nisto nenhum mérito tenho".   Entretanto,  mesmo sabendo que jamais  devemos renegar a fé, mesmo que para  isso tenhamos  de  sacrificar a  vida, nossa composição carnal é extremamente  fraca, e por isto os Santos Mártires tiveram de  contar  com a graça de Deus, força absoluta neste momento crucial.   Conhecendo esta  fraqueza, nosso Papa São Caio,  no ápice da perseguição  aos cristãos,  aconselhou-os  a retirar-se da  cidade de Roma, convicto de que alguns  deles tinham  pouco ânimo  para enfrentar  com galhardia  e coragem uma prova tão grande.  Mas diante  da coragem  de  São Sebastião,  encoraja-o, firmando-lhe a honra de  "defensor da igreja de Cristo" sob o título de  "capitão imperial".  

Se da mesma  forma,  formos fracos para enfrentar situações semelhantes,  peçamos  a Deus a graça de cumprir pelo menos as mínimas:  A Missa aos Domingos, a Confissão,  penitências, jejuns,  renúncia  aos prazeres mundanos, desapego aos  bens  terrestres e fiel cumprimento  dos Mandamentos de  Deus  e  da Igreja.  

Ora, se alguém for  indiferente neste mundo a tão ínfimas  exigências,  no dia  do Juízo, quando estiver ao lado de  um Santo Mártir e comparar a história deste com a sua, como se sentirá?  Certamente um "servo mau e preguiçoso".  Cumpramos, portanto,  enquanto caminhamos no mundo,  os preceitos mínimos da Santa Madre Igreja, com o máximo empenho.    

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Referência bibliográfica: * Na luz Perpétua,  5ª.  ed., Pe. João Batista Lehmann, Editora Lar Católico - Juiz de Fora - Minas  Gerais,  1959;  * Oração das Horas,  1995,  Ed. Vozes, Paulinas, Paulus e Ave-Maria.  * Reflexões por Página Oriente.