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             Leitura da Bíblia Sagrada  

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Para ler a Bíblia  com proveito, o cristão necessita ser esclarecido a respeito de cada  um dos 73 livros que a compõem,  situar o escrito em seu contexto histórico, analisar as circunstâncias de seu aparecimento e, dentro do contexto da fé, compreender todas as modalidades do ensino religioso e, principalmente,  saber colocar esse ensino no quadro da revelação total, no lugar que lhe cabe  dentro  da evolução providencial em vista da perfeição cristã. Numa  análise  mais ampla,  podemos  destacar a Bíblia nos seus quatro aspectos:  literário, histórico, doutrinal e cristão. Sua leitura atinge em cheio o a compreensão dos humildes, ao mesmo tempo que  causa perplexidade e fascínio  aos letrados pela sua riqueza  vocabular e literária.  Obviamente  que  jamais  existiu nem existirá obra mais importante sobre a terra. É a  Palavra do Deus vivo, que a escreveu  por intermédio dos profetas e Apóstolos. 

A Bíblia  é o livro dos livros; de todos  o mais precioso, o mais  venerável,  escrito por homens, sob a inspiração do Divino Espírito Santo. A Igreja Católica dedicou e ainda dedica à Bíblia a  mais carinhosa atenção, velando cuidadosamente  pela sua integridade.   Por volta do ano 410, São Jerônimo completou a célebre tradução dos livros do Antigo Testamento, do grego para o latim, tradução chamada "A Vulgata", que a Igreja adotou como versão oficial dos santos livros.  Tendo a assistência   do Espírito Santo, esta circunstância  por si já é a garantia mais segura de que a Igreja Católica possui a Bíblia em  sua autenticidade. A leitura da Bíblia, feita com reta intenção, pode ser de grande  utilidade, e é o desejo da Igreja  que seus  filhos  não desconheçam a Bíblia. Traduções que queiram fazer para o português ou qualquer outra língua viva, não devem ser publicadas, sem que a Igreja as tenha examinado cuidadosamente e verificado se  a tradução está conforme o original. É uma exigência que a Igreja  faz para evitar que aos fiéis  sejam entregues traduções mal feitas, truncadas,  falsificadas. As traduções em língua vernácula devem trazer a aprovação da  autoridade eclesiástica e notas  explicativas de pontos de  difícil compreensão. Essas notas devem ser tiradas dos Santos Padres ou de autores reconhecidamente competentes. São absolutamente proibidas as  traduções que não se achem de acordo com esta determinação da Igreja. Proibidas são as Bíblias dos metodistas, Evangélicos ou Sociedades bíblicas, pelos motivos já explicados. É um livro  que traz muitas  coisas  de difícil compreensão,  coisas que são adulteradas  por indoutos e  inconstantes,  para ruína de si mesmos".  (II Pet. 3, 16). Todas as heresias  tiveram e tem sua origem na má explicação da Bíblia. Tolice não há, que não encontre argumento na Bíblia mal explicada. O próprio demônio, tentando a Nosso Senhor, argumentou com textos Bíblicos. 

Aos olhos  do povo de Israel é duplamente santa, porque é de origem divina  e  contém a aliança. Desse duplo caráter é que se origina  a  autoridade de que goza  perante os judeus, nossos  irmãos mais velhos.  No dia  em que  cair  do  rosto o véu que lhes encobre a visão, entenderão que toda a Sagrada Escritura se  orienta para Cristo e nele  acha sua confirmação e  seu pleno coroamento.(Mt 1,22;  2, 15.23; 4, 14;  5, 17; Mc 14, 49; ) 

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            Referências:  Síntese  de algumas  partes extraídas  da  Bíblia Sagrada, Editora  Ave Maria,  94a. Ed,  1995;  Na Luz Perpétua, Pe. João Batista Lehmann, 5a. Ed,  Editora Lar Católico, 1959.