Milagre Eucarístico de Lanciano

                                             

                                   A leste de Roma,  bem próximo ao mar Adriático,  encontra-se a  cidade de Lanciano, pequena  cidade  italiana.  Ali nasceu Longino, o centurião que deu o golpe de lança no lado de Cristo crucificado e que, posteriormente, se converteu ao cristianismo.  

                                   No Século VIII, havia naquela localidade, num mosteiro, um monge basilicano que passou a duvidar da presença real de Cristo na Eucaristia, ou seja, duvidou  que houvesse transubstanciação das frações do pão e do vinho ao Corpo e Sangue de Cristo, no ato da consagração. Durante uma celebração da Missa,  foi surpreendido por gotas de  sangue caindo sobre o altar, enquanto em suas mãos a  Hóstia elevada transformou-se em carne viva, um círculo de carne em torno do pão.  O vinho do cálice,  transformou-se em  sangue visível.  A carne permaneceu intacta, enquanto o sangue do cálice dividiu-se em  cinco coágulos distintos. 

                                   Era uma manhã do ano 700. Diante do milagre, os fiéis permaneceram estáticos por uns segundos, tendo o sacerdote em seguida começado a chorar incontrolavelmente, cheio de alegria e agradecimento. "Venham irmãos", disse ele, "maravilhem-se diante de nosso Deus e contemplem a Carne e o Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo!".  As pessoas se apressaram para ir ao altar para presenciar o milagre e passaram a clamar por perdão e misericórdia. Muitos batiam no peito e  confessavam publicamente seus pecados, declarando-se indignos em presenciar tão grande  milagre. O fato espalhou-se rapidamente entre a população local e povos circunvizinhos.  

                                   Posteriormente, os próprios  monges testemunharam mais  um sinal extraordinário daquele milagre.  Ao pesarem os fragmentos de sangue coagulado (todos de tamanhos diferentes), observou-se que, pesadas uma a uma separadamente ou todas juntas, totalizavam sempre o mesmo peso.

                                   O fato foi uma comprovação sobrenatural da presença real de Jesus na Eucaristia e, desde então, peregrinos do mundo inteiro passaram a visitar o local para venerar a Hóstia, que permaneceu  alojada no mosteiro, sob a guarda dos monges e  seus sucessores durante mais de 1200 anos, sem qualquer substância conservadora.  Tais amostras foram, em 1970 submetidas à intensas  avaliações científicas, sob rigorosas condições.   

                                   Sob orientação do Professor Odoardo Linoli, chefe da Unidade de  Anatomia e Histologia Patológica e  Citogenética do Hospital de Arezzo,  durante quatro meses foram feitos criteriosos exames biológicos, microquímicos, cromatográficos, imunológicos e  eletroforéticos da carne e do sangue, seguindo criteriosa metodologia científica e com todas as etapas rigorosamente documentadas. Os resultados foram surpreendentes: 

1º) O sangue é de  espécie humana, do grupo AB.

2º) A carne é de músculo cardíaco humano, sem qualquer ação de produtos químicos preservantes, evidenciando ter sido colhida viva e agora se apresentando mumificada pela ação do tempo, sem contudo decompor-se.  Nela são evidenciados o miocárdio, o endocárdio, vasos e nervos cardíacos. O grupo sanguíneo da carne é o mesmo das gotas de sangue.

3º) Macroscopicamente, é uma fatia vertical de  um coração humano, com as  cavidades  direita e  esquerda bem individualizadas.  Suas características fazem supor uma dissecação anatômica perfeita, atividade somente iniciada no ano 1300.  Portanto, impossível de  ter sido feita no século VIII, época reconhecida e  documentada do surgimento dessa peça.  A carne era realmente carne.

4º) Evidenciaram-se estruturas vasculares de  tipo arterioso e  venoso normais, que não apresentam alterações  estruturais, que pertencem a um indivíduo são e jovem.

5º) Quanto às análises  direcionadas a  precisar revelação de substâncias mumificantes, concluiu-se que a  antiga carne de lanciano pertence a um coração. Um coração sadio.

6º) Da análise eletroforética das proteínas dos fragmentos de sangue,  constatou-se que a composição percentual das proteínas no líquido,  correspondem exatamente às proteínas do sangue humano normal.

Constatou-se  ainda que a Hóstia Eucarística que permaneceu no centro da carne desapareceu e que o recipiente, não estava hermeticamente lacrado. Quanto aos coágulos de sangue,  relativos ao milagre do peso dos fragmentos (constatados na época pelos monges), nenhuma diferença de peso incomum foi notada.(Para a capacidade  científica de cada época, revelou Deus diferentes milagres em tempos distintos).

“Um fragmento de miocárdio e  de coágulos hemáticos, deixados em  estado natural durante séculos, além de expostos à ação dos agentes físicos atmosféricos, ambientais e parasitosos,  chegaram até nós depois de mais de um milênio, para ser submetido as  atuais investigações científicas,  inexplicavelmente inalterados.” (Comentário final da monografia de Linolli)

O professor Linoli, autor  da  sua monografia de  1970 e revisada em  1991, descreve  minuciosamente todos os detalhes científicos da pesquisa. (Veja a monografia e os estudos no site http://www.corazones.org/sacramentos/eucaristia/milagro_lanciano_ciencia.htm - em espanhol).   

 

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